O desafio do Facebook

A implementação em todos os perfis da amada e odiada ‘timeline’ recoloca o debate sobre uma característica marcante na gestão do Facebook: realizar mudanças e atualizações dos recursos frequentemente, mesmo que, muitas vezes, estas medidas não caiam no gosto dos usuários. Há uma preocupação evidente em manter o sistema do site sempre robusto, com algoritmos consistentes e que possam tutorar os usuários para que a convivência em rede seja de acordo com os interesses do Facebook. Entretanto, ao mesmo tempo, isto causa uma diminuição de autonomia do usuário, que (principalmente os brasileiros) está acostumado a reconfigurar a forma como usa as mídias sociais.

Este modo de gestão não é muito bem visto por muitos (inclusive por mim). Como sabemos, são diversas as acusações de vendas de dados dos usuários.

Entretanto, é possível que boa parte do sucesso do site esteja ligado a gestão cuidadosa. Esta foi uma das atitudes fundamentais que garantiram ao Facebook a capacidade nunca antes vista de obter lucro através das mídias sociais.

Vamos comparar, por exemplo, com o Orkut, que atualmente perde cada dia mais usuários para o Facebook: com seu crescimento inesperado, principalmente no Brasil, o Orkut transpareceu diversos erros técnicos que até hoje não foram solucionados. Só para citar um, as opções de comunicação, como os ‘scraps’, além dos tópicos nas comunidades, sempre foram totalmente suscetíveis aos spammers.

Quem nunca recebeu no Orkut um recado sobre um vídeo no qual apareceria em cenas quentes ou um cartão em GIF com borboletas rosa enviado pela tia, desejando um bom final de semana?

Foram estas características (para não dizer falha), além de certo ‘desdém’ com a popularização do site, que culminaram na criação do verbete ‘orkutização’.

Assim, é com o forte controle (dos processos, não dos conteúdos) que o Facebook busca alcançar o status de empresa mais valiosa da internet. A nova timeline vem com a ideia de mudar o conceito da informação em redes sociais, mas sempre com o objetivo de ser algo a ser explorado mercadologicamente.

O desafio do Facebook é conseguir propor mudanças que, ao mesmo tempo, sejam eficientes aos seus interesses e agradem aos usuários.

P.S.: Se souber ou pensar em algo legal sobre formas de utilização da nova timeline do Facebook, posto aqui! ;)

A obra-prima The Wall

Assistir Roger Waters no Beira-rio não representa apenas ver um grande show de um ex-integrante de uma das bandas que mais gosto. Nem apenas ver um grande músico executando sua obra-prima. Ver ‘The Wall’ a mim representou viver, mesmo que décadas depois, um dos capítulos mais importantes do rock. Quem sabe, um relevante capítulo da música mundial.

The Wall é o marco de uma época: traz consigo um discurso que, em parte, talvez não faça mais sentido, mas que condensa os sentimentos mais profundos e verdadeiros de seu autor. Além disso, Roger Waters e o Pink Floyd são os pais de uma tendência que felizmente foi incorporada pelas grandes bandas e artistas da música: compreender que um show não é apenas uma execução dos sucessos ou de um disco do músico. Mas que se trata de um espetáculo artístico, e que mais da sensorialidade humana pode ser explorada em sua arte.

Ver The Wall foi como admirar uma pintura intrigante, ler um clássico da literatura internacional, ver a arte urbana em transformação… Enfim, assistir ao relato de um senhor de cabelos brancos que viveu uma época que ainda confabulamos como seria vivenciá-la.

Recomendo um documentário que apresenta exatamente como o show ‘The Wall’ foi concebido e sua influência no que foi denominado de Art Rock: Seven Ages of Rock

Por fim, aviso que este post marca a retomada do blog em 2012 e deixo com vocês uma das execuções mais perfeitas da versão atual do The Wall: Na Inglaterra com a participação do também ex-Pink Floyd, David Guilmour


 

Wikileaks anuncia suspensão de publicações: Entenda os motivos

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A Wikileaks anunciou nesta segunda-feira que não fará mais vazamentos até estar financeiramente estruturada novamente. O anúncio foi feito por Julian Assange, cabeça da organização, em entrevista coletiva com presença de grande parte dos principais conglomerados de mídia do mundo.
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Ao que tudo indica, este anuncio não passou de uma estratégia para recolocar a Wikileaks nos noticiários internacionais, pois, já há algum tempo, a Wikileaks não ganhava destaque. Nem no seu último vazamento, realizado há poucos meses, onde divulgou mais de 100 mil novos documentos, a organização chegou ao topo da grande mídia.
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Motivos para acreditar que este anúncio não passou de estratégia de visibilidade para arrecadação de mais dinhero: Faz quase um ano que a Wikileaks não tem sistema de submissão. Ou seja, há mais de um ano não recebe documentos a serem vazados. Por outro lado, divulgou todas ‘as cartas da manga’. Divulgou todos os documentos que tinha em seu poder, queimando todos a sua munição. Por fim, com o bloqueio a doações realizado por empresas como Visa e MasterCard, perdeu boa parte do dinheiro doado.
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Tudo isso veio acompanhado de novas possibilidades para doação à Wikileaks, além de uma nova campanha contra os bancos que boicotaram a organização:
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Então, fica claro que se trata de uma estratégia para recolocar a organização na mídia e, com isso, angariar mais doações. Se o objetivo era apenas este, deu certo. Segundo Assange, até 28 de novembro será relançado o sistema de submissão de documentos da Wikileaks.

Apresentação: Internet como objeto de pesquisa

http://prezi.com/raqnuly786wu/internet-como-objeto-de-estudo/
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Apresentação feita no Grupo de Estudos dos alunos do Mestrado em Processos e Manifestações Culturais: Internet como objeto de pesquisa, por Willian Araújo

O grande número de estudos sobre a internet, nas diversas áreas de conhecimento, expressa a legitimação deste objeto de pesquisa e representa a compreensão desta ferramenta como característica da sociedade contemporânea. Ao ser plataforma para diversos processos culturais, técnicos e sociais, a internet proporciona uma riqueza de casos a serem estudados, interessando a uma gama de disciplinas do conhecimento humano. Desta forma, a reflexão sobre este objeto de pesquisa requer cuidados para que análises não repliquem a ode à novidade, encontrada em diversos pensadores da internet, mas também não relativizem sua importância, pendendo para uma análise rançosa das potencialidades da internet. Nosso pensamento vai ao encontro da primeira lei de Melvin Kranzberg sobre a relação entre tecnologia e sociedade “a tecnologia não é nem boa, nem ruim e também não é neutra” (KRANZBERG apud CASTELLS, 1999, p.133). De tal forma, esta apresentação busca pontuar a situação atual dos estudos sobre a internet, apresentando um breve histórico de seu surgimento, seus principais pensadores e aspectos estruturais e metodológicos que consideramos importantes para a compreensão mais adequada deste objeto.

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Entenda a briga entre Wikileaks e The Guardian

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A relação entre Wikileaks e o jornal inglês The Guardian surge quando a organização idealizada por Assange recebe documentos confidenciais sobre a Guerra do Afeganistão. A ideia era dar maior visibilidade aos documentos vazados e, com isso, angariar mais doações para manutenção da Wikileaks. Junto com New York Times e Der Spiegel, o Guardian foi um dos principais meios de comunicação a ajudar na popularização da Wikileaks.
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Bom, mas onde começa a treta?
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Antes de ser preso, com medo de ser assassinado pelos inimigos, Assange criou um arquivo criptografado onde estavam cerca de um giga de informação confidencial americana. O arquivo foi enviado para apoiadores da Wikileaks ao redor do mundo. A senha para descompactação desse material, que segundo Assange impactaria o mundo, só seria divulgada caso sua integridade fosse ameaçada. Bom, aí começam os problemas. O jornalista do Guardian responsável pela relação com a Wikileaks, David Leigh, foi informado da senha. Ele, junto com Luke Harding, escreveu um livro sobre a Wikileaks, onde na página 140 (da edição brasileira) publicou a senha do arquivo criptografado (imagem acima). O livro conta inclusive que Assange escreveu a senha em um guardanapo, faltando uma palavra, que foi dita oralmente ao repórter. Desta forma, não demorou muito para que alguém encontrasse o arquivo e tentasse a senha publicada no livro. O primeiro órgão de imprensa que denunciou este descuido foi o jornal alemão Der Freitag.
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Nas últimas semanas, começaram a circular pela rede estes arquivos confidenciais, que na verdade, carregam os nomes centenas de informantes americanos em zonas conflitantes. Ou seja, centenas de pessoas ao redor do mundo correm perigo pela divulgação irresponsável destes dados. Por exemplo, basta a Al Qaeda encontrar estes arquivos e saber quais pessoas informavam os EUA sobre suas ações. Daniel Domscheit-Berg, dissidente da Wikileaks e criador da OpenLeaks, alertou para este risco em seu livro ‘Os bastidores da Wikileaks’. Domscheit-Berg, com o qual conversei no FISL em Porto Alegre, discordava da postura de Assange e afirmava que a Wikileaks já não era segura. Daniel afirma ser processado por advogados de Assange, que por sua vez, acusa Daniel de traição. Rumores contam que Daniel ajudou o jornal alemão a encontrar o arquivo criptografado e provar que a Wikileaks era negligente quanto à segurança de suas informações. Bom, agora vamos a versão de cada meio sobre os fatos:
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The Gardian
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Wikileaks
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Versões à parte, é evidente que a Wikileaks passa por um momento difícil, pois, provavelmente, já não tem mais dados a serem divulgados, goza de uma péssima fama entre os principais meios de comunicação do mundo e permitiu o vazamento das informações que colocam a vida de centenas de pessoas ao redor do mundo em perigo.
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A coisa está feia para o lado de Assange e sua turma. Veremos os próximos capítulos desta novela.
Texto interessante sobre o assunto:

Protestar, mas saber contra o que está protestando

Protestar é bom? Acho que é sempre válido! Em qualquer situação. Principalmente em um momento histórico e em um país onde a tendência de acomodação é sempre crescente. Mas para protestar, primeiro, é necessário entender sobre o que se está protestando, e depois bolar uma forma criativa de chamar a atenção de todos.
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Entretanto, os últimos protestos contra sites governamentais de todo o Brasil, e mais recentemente (ontem) contra a Assembleia Legislativa do RS, desvelam algo intrigante: o ímpeto para protestar, mas a evidente falta de conhecimento contra o que se está protestando. A maioria dos sites saídos do ar pela técnica de “ataques de negação de serviço” tiveram origem no coletivo LulzSec Brasil. Isto é característico de uma militância jovem, o que é muito bom. Mas, como afirmei anteriormente, este tipo de protesto é algo muito simples, que apenas demonstra à opinião pública que nós jovens estamos insatisfeitos com a nossa política. Mas, mais uma vez, não se propõe nada, não se cria conteúdo para conscientização, não se evolui para que nas próximas eleições vejamos uma mudança real.

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Atualmente está muito mais fácil protestar: dar RT, acessar um site para derrubá-lo, ou fazer um post no seu blog. Mas, o que nunca mudou, e provavelmente não vai dar, é que para realmente mudar algo é preciso estar na cidadania, conhecer as instituições, informar-se sobre como a estrutura funciona: ou seja, para jogar, é preciso conhecer as regras do jogo. Se coletivos como a LulzSec somarem o seu ímpeto a um mínimo de conhecimento da estrutura, teremos protestos memoráveis. Um bom exemplo de iniciativa que deu certo foi o ficha limpa. Pode não ter barrado todos os ‘ladrões’ que esperávamos, mas bagunçou o coreto, chegou no STF e meteu medo em muita gente.

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Este tipo de protesto fica claro nas ações contra Assembleia Legislativa e Prefeitura de Porto Alegre. Na imagem acima, podemos ver a ameaça do grupo ao governo do Estado do Rio Grande do Sul, que neste episódio, não tem nada a ver. Pelo contrário, é notório que o atual comando do poder executivo gaúcho é a favor do protesto de Tonho Crocco, mote de toda esta onda de protestos.

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Se continuarem estes protestos, sem nenhuma carga de conteúdo político (na essência da palavra), eles só servirão como argumento para legitimação de iniciativas como a do Deputado Azeredo, ou seja, tornar a internet mais vigiada ainda.

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Nota 01:
Nós jornalistas também temos papel fundamental ao cobrir estes eventos. Matérias como está, publicada no Correio do Povo, do Rio Grande do Sul, só estigmatizam e atendem aos interesses de quem quer ter o controle e invadir a sua privacidade pela internet!

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Proteste, mas informe-se e entenda contra que você está protestando!

WikiLeaks lança campanha para lembrar 6 meses de bloqueio das doações

Após o vazamento dos telegramas da diplomacia americana, vários sites de pagamento online como Visa e MasterCard eliminaram as contas da Wikileaks de seu servidores. Logo, a instituição teve seu potencial de recebimento de doações restrito e uma quantia em dinheiro retida por estes sites.
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Esta ação drástica, provavelmente, foi tomada após pedido do governo americano, assim como aconteceu com a Amazon, que ao receber um pedido do Senado americano, eliminou o site da Wikileaks de seus servidores. Além de uma grande demonstração de truculência online, as medidas tomadas demonstram o tamanho do desagrado causado pela Wikileaks nos EUA, pois, como bem lembra Rafael Brito Gomes no livro ‘Para entender as mídias sociais’: “É interessante salientar que o grupo Ku Klux Klan, que é conhecido por suas práticas racistas, ainda recebe doação da Visa e MasterCard”.
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Agora, ao completar 6 meses do bloqueio, a Wikileaks lançou um vídeo, uma espécie de campanha que se pretende viral, lembrando o bloqueio bancário que considera ilegal. O vídeo, ao estilo MasterCard way of life, tem Assange comemorando as rebeliões ao redor do mundo. Confira:
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What Does it Cost to Change the World? from WikiLeaks on Vimeo.

Teoria da embalagem e a Wikileaks

Desde que comecei o mestrado, tenho lido e escrito muita coisa sobre a Wikileaks. Afinal, provavelmente será o objeto de estudo da minha dissertação. Poucos textos sobre o tema apresentam perspectivas realmente interessantes sobre o assunto. Um deles é do escritor e jornalista Juremir Machado. O artigo com o título “Da teoria da embalagem à transparência total de Julian Assange” será apresentado na próxima semana, em Porto Alegre, na Compós 2011.

Partindo da teoria da embalagem, Juremir encara o jornalismo como um campo onde a embalagem dá legitimidade e, muitas vezes, supera a própria informação embalada. Assim, o autor considera a Wikileaks como um divisor de água: a demonstração de que, com a democratização da fala na Internet, o conteúdo supera a embalagem, ou seja, qualquer fato relevante ganhará notoriedade, mesmo partindo de um emissor sem legitimidade, sem embalagem: “Wikileaks tomou o lugar tradicional dos jornais. A embalagem foi rompida. O conteúdo reapareceu”.

Entretanto, cabe questionar as ideias do autor sobre esta nudez da Wikileaks: a falta total de embalagens. A estratégia de associação com os meios de comunicação, a construção discursiva e a edição dos materiais recebidos não caracterizam uma embalagem? Claro, não há comparação com o invólucro do jornalismo instituído, mas considerar a existência de uma transparência total é ver com demais pureza tal episódio.

Clique aqui para o ler o texto completo

Livro: Para entender as mídias sociais

Escrever sobre mídias sociais é tão difícil quanto trabalhar com elas. Assim como vários campos de conhecimento abertos pela Internet, as mídias sociais estão em permanente mudança, criando novas práticas e obrigando seus profissionais a uma imersão nas suas tramas. Nesse panorama de mudanças rápidas, surgem muitos textos ou ‘bíblias’ sobre mídias sociais que circulam como regras absolutas das práticas sociais da informação em rede. Como falar em regras em um meio totalmente mutante?

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Tentando reunir vários pensamentos sobre as mídias sociais e fomentar um debate importante com o público, Ana Brambilla, uma das maiores especialistas da área, juntou uma galera muito competente no livro “Para entender as mídias sociais”. Fiquei extremamente feliz ao receber o convite da Ana para escrever sobre o tema “mídias sociais e esporte”. Nessa nominata de autores, além de ótimos profissionais, tenho grandes amigos.

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Bom, abaixo estão os links para download do livro . BAIXE, LEIA, CRITIQUE, COMPARTILHE. Só não deixe de pensar sobre os assuntos abordados nesse livro!

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Acesse o blog do projeto “Para entender as mídias sociais”

Para en Tender as Midi as So CIA Ishttp://www.scribd.com/embeds/53579873/content?start_page=1&view_mode=list&access_key=key-2jcmx4sk731ksqvbbksi(function() { var scribd = document.createElement(“script”); scribd.type = “text/javascript”; scribd.async = true; scribd.src = “http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js”; var s = document.getElementsByTagName(“script”)[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();

Ipad ou Kinect? Qual o mais revolucionário?

A revista Info, da qual sou assinante (não tem tu, vai tu mesmo) e crítico, elegeu o Ipad como melhor gadget de 2010. Não foi só ela. A revista Time também colocou o lançamento da Apple no topo da lista. Pergunto: Qual a grande inovação do Ipad? Apenas convergiu em um aparelho portátil várias funções que já tínhamos em outras plataformas, como celulares, netbooks e etc.  Ou seja, não criou nada inovador. Pelo menos até o momento.
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Digo isto para situar que o Kinect, aparelho sensor que conectado ao videogame Xbox permite controlar os jogos apenas com o corpo, ficou atrás do Ipad nas duas votações. Uma ferramenta que gera novas formas de interação com a máquina e que já vende mais que o próprio Ipad.
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O principal responsável pela criação do Kinect é o brasileiro Alex Kipman. Segundo ele, o gadget ficou com parte do seu código aberto, possibilitando que hackers de todo o mundo criem suas utilizações. Basta uma pequena busca no YouTube para encontrar formas de uso bem interessantes, como no vídeo abaixo.
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Existe a possibilidade do Ipad ser mais revolucionário que o Kinect? Eu acredito que não. Essa ‘applemania’ que está impregnada na Info e em muitas publicações do mundo (e no próprio mercado digital) faz com que qualquer abridor de latas lançado pela empresa seja comprado loucamente.
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